CADA MACACO EM SEU GALHO?

Fonte fotográfica:http://humordarwinista.blogspot.com/2009/12/ddarwin-falso-best-seller.html

Por Renneé Cardoso Fontenele

O título acima, sem nenhum desdém, se me parece, vez por outra, um dito tão coerente quanto sua aplicação no que concerne à gestão escolar.

Estou ciente de que não divago e não me precipito, nem mesmo deixarei que meu conhecimento a respeito me envolva pelo véu do engano, uma vez que disto tenho ciência tal qual um costureiro ao ser solicitado a reparar alguma vestimenta ou um desenhista o esboço de formas e traçados com sombras ou não…

A proposta educacional se diz consciente da importância de haver, acima de tudo, o ensino-aprendizagem. Em outros termos, diz-se que todas as ações (planejadas e flexíveis) se voltam para o desenvolvimento da eficácia educativa: a condição ao aluno de aprender a aprender.

Pois bem. Via de regra, contudo, isso não acontece a contento. Ora, tudo isso pressupõe a atuação de profissionais habilitados, realmente. Então, pergunta-se: de que forma conseguir a produtividade esperada pela Ciência da Educação, tendo em vista a verificação de pessoas “atuando” à frente duma escola, por exemplo, sem a devida formação, exigida pela LDB? Ou, ainda, quando há tal formação acadêmica, são desprovidas de flexibilidade, autocrítica, ponderação e tudo o mais que rezam os enlaces pedagógicos?

Pensemos, pois, no primeiro caso, profissionais de outras linhas do conhecimento exercendo a função de gestores, cuja fundamentação teórica se limita ao retrocesso passo das recordações quando estudantes, e ou ancorados em exemplos tradicionais, aplicados por Diretores e Coordenadores com os quais trabalharam (por isso, lhes servindo de base), noutra oportunidade, realizando, desordenadamente, uma idéia aqui, outra acolá.

Já o segundo caso, por sua vez, teoricamente habilitados, não se apresentam como seres ajuizados e condizentes ao contexto sociocultural no qual estão inseridos, por não se enquadrarem aos moldes, por assim dizer, da contemporaneidade, trabalhando de maneira errônea, deficiente e restrita.

Fato é que não parece haver fim – pelo menos, a diminuição significativa –, infelizmente, a incoerência que há entre o que se propaga, o que reza a pedagogia e a prática escolar, diariamente em colégios públicos. Não basta a permuta de professores duma área atuando noutra, estruturalmente oposta. Não, não basta! A passos curtos, de professores aos gestores ou, como queiram, vice-versa.

O êxito na Educação depende do conhecimento apurado e da lida consciente de educadores e professores, que, em conjunto, exercem suas funções com propriedade, garantindo, assim, a qualidade do ensino e a razão das Instituições de Ensino Superior, ainda que haja esforço de outrem no sentido de prestar serviços de qualidade, sem a passagem pelo Curso específico.

Portanto, cada macaco em seu galho continua, deveras, significando, vigorando, sendo fundamental na Educação, quando se prima por um desenvolvimento pleno e salutar, justo e adequado, comprometido e responsável, porque a banana está para a bananeira e não para a laranjeira, igualmente a Educação está para os Educadores e não para os quebra-galhos.

Dezembro de 2008


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